segunda-feira, 11 de março de 2013

Bruno Rodrigues da Silva Figueiredo


Bruno Rodrigues da Silva Figueiredo (Mons.) — Nasceu a 6 de Outubro de 1852 em Aracati do consórcio de Camillo Rodrigues da Silva Figueiredo, português da Beira Alta, nascido a 15 de Maio de 1817 e falecido em Aracati a 22 de Maio de 1876, com Dª Francisca Cândida da Silva Figueiredo, nascida em Aracati a 18 de Junho de 1828.
São seus avós, pelo lado paterno, Francisco Rodrigues da Rocha, natural de Ferreiro de Tendaes, Beira Alta e que foi irmão do medico Luiz Rodrigues da Rocha, avô do viajante Serpa Pinto, e Dª Anna da Silva, filha de Manuel da Silva e de Dª Rosa da Silva; pelo lado materno, José Antônio Ferreira Chaves, tabelião por duas vidas, natural de Bezerros em Pernambuco, filho de Antônio José Ferreira, português, e de Dª Joanna Nepomuceno, da família Feitosa, e Dª Francisca Ignacia de Jesus, filha de Cláudio Pereira de Oliveira, da freguezia da União (Curraes) e de Dª Francisca Maria do Espírito Santo.
Cláudio Pereira era filho do português Manoel Marques de Oliveira e de Dª Lusia Pereira da Cunha, natural de União; Dª Francisca Maria do Espírito Santo era filha de Miguel Rodrigues Corrêa, cearense, e de sua mulher Dª Narcisa Ferreira de Mello, natural de Sergipe, freguesia do Pé do Banco.
Manoel Marques de Oliveira era filho de João Marques de Oliveira e de Dª Maria de Oliveira, ambos da freguesia de S. Martinho do Douro, Portugal; Dª Lusia Pereira era filha de Francisco Pereira da Cunha, pernambucano, e de Dª Ignacia Rodrigues, natural do Apodi.
Miguel Rodrigues Corrêa era filho de Antônio de Barros Martins e de Dª Leonarda de Sá de Vasconcellos, pernambucana; Dª Narcisa Ferreira de Mello procedia de Daniel dos Santos Cardoso e de Dª Margarida de Góes de Mendonça, de Sergipe.
Bruno Figueiredo começou os estudos na terra do berço e concluiu-os no Seminário de Fortaleza recebendo as últimas ordens das mãos do bispo D. Luiz Antônio dos Santos a 30 de Novembro de 1875.
Ainda aluno, ensinou no Seminário o 2º ano de preparatórios, e depois de ordenado ensinou o 4º ano até Junho de 1878, quando passou a dirigir o Atheneu Cearense; abriu o Instituto de Humanidades com Mons. Cruz Saldanha e dirigiu-o até 1884; foi professor interino de filosofia no Liceu do Ceará havendo merecido no concurso a mesma nota do seu competidor Joaquim Catunda, que nela foi provido efetivamente.
Transportando-se a Manaus, tirou em concurso a cadeira de Latim do Liceu e foi professor no Seminário, Externato de S, José e Colégio de Santa Theresa.
No Maranhão, onde esteve a passeio, foi professor interino de Latim no Liceu e lecionou liturgia no Seminário e outras disciplinas no Externato de Santo Antônio.
De volta ao Ceará, foi nomeado professor interino de Aritmética na Escola Normal.
Foi vigário de Soure e Maranguape e nessa última cidade fundou a Associação das Senhoras de Caridade, que tantos benefícios tem prestado à causa dos pobres.
Deixando a vida paroquial, teve a nomeação de professor interino e depois efetivo da cadeira de Latim do Liceu do Estado na qual foi aposentado em 1908.
Colaborou no Libertador, Commercio do Amazonas e Verdade, sendo realmente de grande valor os serviços que à causa dos escravos prestou no primeiro jornal citado.
Há dele uma tradução em hexâmetros latinos do Episódio de Ignez de Castro dos Lusíadas e outras composições em latim. Tem pronta para o prelo uma gramática latina de acordo com os novos programas do ensino.
Mons. Bruno Figueiredo recusou a mitra do Amazonas; é cônego honorário da Sé do Pará e sócio benemérito e presidente da Sociedade União do Clero, fundada em Fortaleza a 30 de Março de 1884; governou o Bispado do Ceará na ausência do  Sr. D. Joaquim José Vieira por motivo do Concilio Latino-Americano celebrado em Roma e é hoje seu vigário-geral, havendo sido nomeado pelo Papa Leão XIII a 3 de Agosto de 1900 Protonotário Apostólico ad instar. É igualmente examinador sinodal do Bispado por eleição no Sínodo Diocesano a 1 de fevereiro de 1888.
Publicou:
— Oração fúnebre proferida nas exéquias do Sumo Pontífice Leão XIII, Fortaleza, 43 Typ. Econômica, Praça do Ferreira, 1903, in 8." de 16 p p.
—Os dois primeiros bispos do Ceará, publicado no Livro do Tricentenário, 1903.
—Sermão sobre a Imaculada Conceição pronunciado a 8 de dezembro de 1903 na Igreja da Prainha Fortaleza, Typ. Minerva, de Assis Bezerra, 1904.
—Os primeiros Bispos do Ceará. Esse trabalho, que está assinado apenas com suas iniciais, foi distribuído por ocasião do 25º aniversário da Sagração Episcopal de D. Joaquim José Vieira a 9 de dezembro de 1908.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 181-183.

Bemvindo Gurgel


Bemvindo Gurgel (Bel) — Filho do Te. Cel. Vicente Gurgel do Amaral e nascido a 24 de Abril de 1835. A princípio negociante no Aracati, terra do seu berço, e depois em Recife em cuja Faculdade se bacharelou,
Foi redator do Jornal do Aracati com Júlio César, e do Jornal de Fortaleza com Augusto Gurgel e José Avelino. Ocupou o lugar de Procurador Fiscal da Tesouraria do Ceará e de Secretário do governo do Pará.
Faleceu no Rio de Janeiro, onde tinha banca de advogado, a 20 de Fevereiro de 1891.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 170.

Augusto Gurgel do Amaral


Augusto Gurgel do Amaral (Dr.)—Nasceu em Aracati a 12 de março de 1845, sendo seus pais Antônio Gurgel do Amaral e Dª Maria Joana de Lima Gurgel do Amaral.
José Gurgel do Amaral, filho de João Lopes de Alencastro, natural do Rio de Janeiro, e de sua mulher Dª Isabel de Jesus Bezerra, natural de Alagoas, neto paterno de David Lo­pes de Barros e de Dª Maria Rangel de Amaral e materno de Miguel de Pontes e de Dª Adriana de Jesus Bezerra, casou a 6 de fevereiro de 1769 com Dª Cosma Nunes No­gueira, natural de Russas, filha legítima do Alferes Teodósio da Costa Nogueira, do Rio Grande do Norte, e de sua mulher Dª Cosma Nunes Nogueira, natural do Cabo, e neta pelo lado paterno de Felipe da Costa Nogueira, e de D. Helena da Rocha, e pelo materno de Manoel Nogueira de Souza e de Dª Maria Nunes da Costa.
José Grugel do Amaral e Dª Cosma Nunes Nogueira foram os pais de José Gurgel do Amaral Filho, que, casando com Dª Quitéria Ferreira de Barros, teve por sua vez a se­guinte descendência: Antônio Gurgel de Amaral, Vicente Gurgel, Delfino Gurgel, Cipriano Gurgel, Cândido Gurgel e José Gurgel do Amaral.
Antônio Gurgel do Amaral casando-se com Dª Maria Joana, filha do Major Geraldo Correia Lima e de Dª Joana Batista Barbosa, teve: José Avelino, Dª Dulcinéa, mulher do Dr. Rufino de Alencar, e Augusto Gurgel, de quem ora trato.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife em novembro de 1808 e doutorou-se pela de S. Paulo a 4 de julho de 1878. Foi juiz municipal e de órfãos da comarca de Pacatuba, Ceará, e da comarca de Laguna, Santa Catarina, e juiz substituto da 1ª vara de Niterói.
Cavaleiro da Ordem de Cristo, sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geografico Pernambucano.
Tem publicado os seguintes trabalhos:
Discurso proferido no dia 11 de agosto de 1864 na Faculdade de Direito pelo Acadêmico do 1º ano Augusto Gurgel, natural do Ceará, Tip. Constitucional, Ceará, 1865, in 8.° de 9 pp.
Teses e dissertação que para obter o grau de Doutor apresentou e defendeu perante a Faculdade de Direito de S. Paulo Augusto Gurgel, S. Paulo, Tip. do “Diário”, rua do Carmo nº 65, 1878. A dissertação versou sobre o seguinte tese: É admissível em face da legislação pátria o direito de acrescer entre co-herdeiros e co-legatários ?
Discurso proferido na colação de seu grau de Dou­tor, 1878.
O monopólio da carne ou o contrato da Câmara, Fortaleza, outubro, 16º, de 29 pp., por Yloicca Arieugon. Tip. do Cearense, 1880.
Dele conheço ainda um discurso proferido por ocasião da transladação dos restos mortais do general Antônio de Sampaio para o mausoléu, que a gratidão pública lhes levantou no cemitério de S. João Batista. Está publicado no jornal Futuro.
O Dr. Augusto Gurgel escreveu no Jornal da Fortaleza, Progressista e Futuro, jornais de Fortaleza.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 161-163.

Antônio Saboya de Sá Leitão


Antônio Saboya de Sá Leitão (Bel. e Pe.)—Descen­dente pelo lado materno das famílias Castro e Saboia, nasceu a 21 de setembro de 1842 em Aracati.
Seu pai, José de Sá Leitão, administrador das Rendas Gerais de Aracati, que faleceu a 21 de julho de 1879, era natural de Pernambuco, e sua mãe, Dª Carlota Maria de Saboia, natural do Aracati, e falecida a 5 de janeiro de 1849, era neta dos dois troncos principais das citadas famílias, José de Castro Silva 1.° e Dr. Baltazar de Saboia.
Aprendeu primeiras letras em casa com seu pai, e de­pois o latim com o professor Porfírio Sérgio de Saboia con­tinuando o estudo dessa língua juntamente com o de outros preparatórios no Recife, para onde seguiu em junho de 1858.
Indeciso ao princípio sobre a carreira a abraçar resol­veu-se afinal a formar-se em direito vindo a matricular-se na Faculdade dali em 1862.
Concluído o curso acadêmico em 1866, recebeu em seguida o grau de Bacharel e logo pensou em dedicar-se à magistratura.
Um amigo da família, que se achava no Pará, obteve-Ihe a nomeação de promotor público de Gurupá, nomeação que não aceitou por preferir ficar no Ceará.
Estando em Aracati desde março de 1867 aí começou a praticar como advogado, mas no fim do mesmo ano foi nomeado promotor do Icó, emprego de que tomou conta em janeiro de 1868, e apenas exerceu por seis meses, pois a mudança de política, que houve nesse ano, o fez remover para Imperatriz (Itapipoca), aí permanecendo até julho de 1872, quando, completado o quatriênio, pediu exoneração e voltou para Aracati.
Em 1873 foi nomeado juiz municipal de Chaves, no Pará, emprego de que, aliás, não se aproveitou.
Em 1875, graças a seu mestre e amigo Conselheiro Bandeira de Mello Filho, teve a nomeação de promotor do Assú e ali se conservou até março de 1877 seguindo então para o Recife, com destino ao Rio de Janeiro afim de soli­citar o despacho de juiz de direito, favor que lhe obteve seu primo o Visconde de Saboia, a 29 de dezembro do dito ano, sendo designado para servir na comarca de Jeromenha, no Piaui. Excedeu de onze anos sua judicatura em Jeromenha iniciada a 24 de julho de 1878.
Alcançando uma licença em 1879, o Dr. Sá Leitão tra­tou de gozá-la no Aracati e foi então que fundou a primeira Conferência da Sociedade de S. Vicente de Paulo que surgiu no Ceará, solo ubérrimo para árvore de tão abençoados frutos.
A data escolhida para realização desse acontecimento importante da história religiosa do Ceará foi o dia 8 de dezembro, e a Conferência instalada colocou-se sob o patrocínio de S. Francisco de Assis.
Hoje a pequena semente plantada no Aracati pelo Dr. Sá Leitão é arvore frondosa sob cujos galhos se aninham mi­lhares de pobres e infelizes, pois se contam no Estado 165 Conferências funcionando sob as vistas de 32 Conselhos.
Em junho de 1890 foi o Dr. Sá Leitão removido por ato do Governo Provisório para a comarca do Aracati, mas na organização judiciaria, feita pelo Coronel José Clarindo de Queiroz, em 1891, coube-lhe a comarca do Icó.
Poucos dias depois de haver tomado conta dessa co­marca entrou no gozo de uma licença, e promovia sua volta para a terra do berço quando sobreveio a deposição do General.
A   nova   organização da magistratura do Estado à que se procedeu em fevereiro não contemplou esse distinto e íntegro funcionário ficando ele, portanto, em disponibilidade.
Trez anos e alguns meses depois o Governo Federal o aposentou forçadamente como a muitos outros magistrados pelo célebre Dec. de 25 de julho de 1895; sendo, porém, anulado esse ato do poder executivo, reverteu ele à dis­ponibilidade.
Em outubro de 1889 fora agraciado pelo Governo Im­perial com o Oficialato da Rosa.
Todo entregue às obras de piedade e caridade em que se salienta como belo modelo de cristão prático, o Dr. Sá Leitão recebeu a 3 janeiro (1904) ordens sacras no Seminário de Pernambuco e cantou sua primeira missa dia da Epifania.
A Revista Paulista Santa Cruz, ano IX, n.° de julho de 1909, traz a biografia do venerando sacerdote acompa­nhando-a de uma interessante fotografia, que o representa circundado de seus nove filhos, dos quais um, que foi discípulo dos Salesianos, acaba também de receber ordens sacras.
Escreveu :
Exposição do presidente do Conselho Particular de Aracati, lida na Assembleia Geral de 8 de dezembro de 1904, festa da Imaculada Conceição, 50º aniversário da definição do Dogma e 25º da fundação da primeira Conferência da Sociedade de S. Vicente de Paulo do Ceará. Encontra-se pu­blicada essa Exposição na Revista do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo do Ceará, n.° de janeiro de 1905.
São os seguintes os irmãos do Dr. Antônio Saboia de Sá Leilão, todos nascidos no Aracati.
1—Dª Maria Carlota de Sá Leitão, nascida a 26 de julho de 1832 e falecida, inupta, a 2 de maio de 1878.
2—José de Sá Leitão Júnior, nascido a 16 de setembro de 1833. Aos 19 anos seguiu para Pernambuco, onde estu­dou preparatórios, empregando-se depois em uma importante casa comercial como guarda-liyros. Mais tarde estabeleceu-se, fazendo sociedade com dois de seus irmãos, e chegou a ocupar uma posição vantajosa, mas revezes que sobrevieram puzeram a casa em liquidação.
Casou-se em primeiras núpcias com sua prima legítima Dª Emília Alexandrina Coimbra, que faleceu a 28 de setembro de 1865 e em segundas núpcias com Dª Ermelinda Vaz de Car­valho, em 1872, tendo deste consórcio filhos em número de sete.
3—Dª Ana Alexandrina do Rego Valença, nascida a 1º de janeiro de 1835. Na idade de 22 anos foi ao Recife visitar uma sua tia e madrinha, e aí casou-se a 17 de novembro de 1859 com João Bernardo do Rego Valença, na­tural daquela cidade. Este faleceu em dezembro de 1884, deixando oito filhos.
4—Dª Carlota Ursula de Sá Monteiro, nascida em março de 1836, e casada com Raimundo Monteiro da Silva, natural também do Aracati. Ambos já faleceram, deixando seis filhos, dos quais cinco residem em Assú, Rio Grande do Norte, e um no Pará.
5—Dª Francisca Carlota de Sá Leitão, nascida a 23 de janeiro de 1838.
6—Manoel de Sá Leitão, casado, residente no Limoeiro em Pernambuco, nasceu a 26 de maio de 1839, e em 1856 seguiu para o Recife empregando-se na mesma casa co­mercial em que achava-se seu irmão José. de quem depois foi sócio. De seu casamento com sua prima Dª Ana Ale­xandrina Coimbra teve cinco filhos, dos quais restam três.
7—Joaquim de Sá Leitão, residente em Assú, Rio Grande do Norte. Nasceu a 21 de março de 1844 e seguiu para o Recife em 1862. Ao princípio foi caixeiro do seu irmão José e depois sócio. Desde que extinguiu-se a sociedade, ficou resi­dindo no Assú, onde tinha ido a negócio. Aí casou-se em 1876 com Dª Ana de Araújo Furtado, que veio a falecer em 1894, deixando cinco filhos.
8—João de Sá Leitão, nascido a 13 de novembro de 1845. Negociante. Casou-se, mesmo no Aracati, em maio de 1876 com Dª Thereza Astudilo y Bussons, e faleceu a 1º de outubro de 1878.
9—Dª Ursula Carlota de Sá Leitão, nascida a 28 de maio de 1848.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 129-133.

Antônio Pinto de Mendonça


Antônio Pinto de Mendonça (Cônego)—Natural do Aracati. Visitador da Província, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Cônego pregador da Capela imperial e governador do Bispado do Ceará em nome do seu 1º Bispo, D. Luiz An­tônio dos Santos.
Foi secretário do presidente José Mariano e encarregado do expediente do governo durante o tempo em que o presi­dente esteve no interior por motivo do levante de Pinto Ma­deira, e deputado geral.
Com  José Lourenço, Albuquerque e outros, dirigiu o “Íris Cearense”.
Escolhido Senador em lista sextupla por C.I. de 16 de maio de 1868, o Senado anulou sua eleição a 19 de maio de 1869.
O mesmo se deu com José Liberalo Barroso, também Aracatiense., escolhido por C.I. de 8 de fevereiro de 1879.
Como vice-presidente administrou a Província em 1861.
Faleceu em abril  de 1872.
Sua mãe, Dª Francisca Nunes de Bulhões, faleceu a 5 de fevereiro de 1863 em Quixeramobim com 84 anos.
Conheço dele:
Sermão da Imaculada Conceição de Maria, pregado na Matriz de Quixerarnobim no dia 8 de dezembro de 1847.
Relatório com que o 1.° vice-presidente Cônego An­tônio Pinto de Mendonça passa a administração da Província do Ceará ao Exmo. Sr. Dr. Manoel Antônio Duarte de Aze­vedo em 6 de maio de 1861, Ceará, Imp. na Tip. Brasileira de P. Paiva & Cª, 1861.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 116-117.

Antônio Nogueira de Braveza


Antônio Nogueira de Braveza (Cônego) — Nasceu no Aracati em 1807, e era irmão do Desembargador Paulino Nogueira. Bem menino ainda ficando órfão de pai, conseguiu em 1833 empregar-se na Secretaria do Go­verno, tendo antes sido secretário particular do Coronel Agos­tinho Tomaz de Aquino na campanha de Pinto Madeira, mas, por sentir-se com vocação para o Sacerdócio, dirigiu-se para Pernambuco em cujo seminário, o de Olinda, recebeu as sagradas ordens.
Político da escola conservadora, por vezes foi deputado provincial.
Foi um dos diretores do Colégio de Educandos, coadjutor da freguesia de Fortaleza e o 1º secretário que teve o Liceu da Província (nomeação de 4 de junho de 1845 e exoneração a 30 de setembro).
Faleceu no Rio de Janeiro a 2 de setembro de 1881 aos 74 anos de idade.
Tinha as honras de Cônego da Capela Imperial e era condecorado com a Ordem de Cristo.
Braveza foi também Capelão da Cadeia de Fortaleza aposentando-se a 5 de abril de 1876; Substituiu-o o Pe. Francisco Bastos de Oliveira, que já exercia o lugar interinamente.
Conheço dele, :
Relatório do Colegio de educandos apresentado a S. Exa. o Exmo. Sr. presidente da província Dr. Lafaiete Ro­drigues Pereira, Ceará, Tip. Social de Soares & Filhos, Rua Formosa, 1864, 28 pp.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 112.

Antônio Manoel de Medeiros


Antônio Manoel de Medeiros (Dr.)—Nasceu em Aracati a 23 de abril de 1820, sendo seus pais Manoel do Rego Medeiros e Dª Mariana do Rego da Luz, filha de Alexandre do Rego Cavalcante, pernambucano, e de Dª Ignez do Rego, do Aracati. Faleceu a 13 de julho de 1879, aos 52 anos de idade, na vila do Limoeiro em viagem do Icó para Fortaleza. Estava então numa comissão médica por vários pontos do interior da Província acometidos de fe­bres e varíola. Exercia o cargo de Delegado do Cirurgião-mor do exército no Ceará, para o qual foi nomeado por Portaria de 15 de junho de 1872.
Declarada a guerra do Paraguai, seguiu para a campa­nha, e prestou relevantes serviços nos hospitais de Montevi­deo, dos quais era diretor.
Foi Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz, da Rosa e de S. Gregório Magno, de Roma.
Dele conheço :
Conselhos médicos à pobreza do Cariri, publicados na Gazeta da Cariri, abril de 1862.
Relatório apresentado ao Ilmo. Exmo. Sr. Dr. José Bento da Cunha Figueredo Júnior, presidente da província do Ceará pelo Dr. Antônio Manoel de Medeiros 1.° cirurgião do corpo de saúde do exército em comissão nas comarcas do Crato e Jardim, durante a epidemia do cólera-morbos em 1862, Ceará, Imp. na Tip. Brasileira, 1863.
Relatório apresentado ao Dr. Lafaiete Rodrigues Pe­reira pelo Dr. Antônio Manoel de Medeiros, 1.° cirurgião do Corpo de Saúde do Exército em Comissão nas comarcas do Icó, Crato e Jardim durante a epidemia do cólera-morbos em 1864, Ceará, Tip. Brasileira de Paiva e Cia., 1865, in 4º.
Apontamentos biograficos do Bispo de Pernam­buco Dom Manoel de Medeiros, abril 16 de 1876.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 107-108.