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segunda-feira, 11 de março de 2013

Antônio Manoel de Medeiros


Antônio Manoel de Medeiros (Dr.)—Nasceu em Aracati a 23 de abril de 1820, sendo seus pais Manoel do Rego Medeiros e Dª Mariana do Rego da Luz, filha de Alexandre do Rego Cavalcante, pernambucano, e de Dª Ignez do Rego, do Aracati. Faleceu a 13 de julho de 1879, aos 52 anos de idade, na vila do Limoeiro em viagem do Icó para Fortaleza. Estava então numa comissão médica por vários pontos do interior da Província acometidos de fe­bres e varíola. Exercia o cargo de Delegado do Cirurgião-mor do exército no Ceará, para o qual foi nomeado por Portaria de 15 de junho de 1872.
Declarada a guerra do Paraguai, seguiu para a campa­nha, e prestou relevantes serviços nos hospitais de Montevi­deo, dos quais era diretor.
Foi Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz, da Rosa e de S. Gregório Magno, de Roma.
Dele conheço :
Conselhos médicos à pobreza do Cariri, publicados na Gazeta da Cariri, abril de 1862.
Relatório apresentado ao Ilmo. Exmo. Sr. Dr. José Bento da Cunha Figueredo Júnior, presidente da província do Ceará pelo Dr. Antônio Manoel de Medeiros 1.° cirurgião do corpo de saúde do exército em comissão nas comarcas do Crato e Jardim, durante a epidemia do cólera-morbos em 1862, Ceará, Imp. na Tip. Brasileira, 1863.
Relatório apresentado ao Dr. Lafaiete Rodrigues Pe­reira pelo Dr. Antônio Manoel de Medeiros, 1.° cirurgião do Corpo de Saúde do Exército em Comissão nas comarcas do Icó, Crato e Jardim durante a epidemia do cólera-morbos em 1864, Ceará, Tip. Brasileira de Paiva e Cia., 1865, in 4º.
Apontamentos biograficos do Bispo de Pernam­buco Dom Manoel de Medeiros, abril 16 de 1876.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 107-108.

Antônio Bezerra de Souza e Menezes


Antônio Bezerra de Souza e Menezes (Cel.)—Filho de Antônio Bezerra de Souza e de sua mulher Dª Thereza Maria, nasceu a 23 de março de 1758 e foi batisado na capela de Santana da Catinga do Góes, do Aracati, pelo Pe. Francisco Ferreira de Faria a 4 de abril, sendo padrinhos João de Souza Bezerra e Dª Thereza Maria de Jesus.
Foi homem de influência e de ação como mostrou em 1817 e 24. Foi o comandante das armas da Confederação do Equador no Ceará; prisioneiro na Fazenda Cruz, foi lançado a ferros numa prisão e condenado à morte, mas graças ao patrocínio de Conrado de Niemeyer, presidente da Comissão Militar nomeada para julgar da rebelião, e por proposta da mesma Comissão lhe foi comutada a pena de morte na de degredo perpétuo, pena, aliás, não cumprida, por ter ele falecido em caminho para o desterro.
O mesmo Decreto do Governo Imperial que lhe comutou a pena de morte em degredo para o interior do Maranhão comutou também as de Frei Alexandre da Purificação e José Ferreira de Azevedo em degredo para o Rio Negro.
Sobre o processo Souza Menezes, República do Equador e Conrado de Niemeyer no Ceará leia-se a discussão, travada no Rio de Janeiro entre o Cons. Pereira da Silva e o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes e os artigos publicados no Cearense (Novembro e Dezembro de 1871) pelo Senador Pompeu, e na Constituição (Janeiro de 1872) em refutação.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 67.