segunda-feira, 11 de março de 2013

Geminiano Maia


Geminiano Maia (Barão de Camocim)—Nasceu em Aracati a 2 de fevereiro de 1847 e foram seus pais Cosme Affonso Maia e Dª Theresa de Jesus Maia, falecida em Fortaleza a 6 de maio de 1882.
Dedicando-se à carreira do comércio fundou com seus irmãos José e Vicente Maia em Fortaleza o estabelecimento denominado O Louvre, que em seu tempo teve grande nomeada.
Em 1881 foi nomeado Cônsul da Bolívia e em 1889 vice-Cônsul da Rússia no Ceará.
Homem de fortuna e dotado de sentimentos filantrópicos, Geminiano Maia tem seu nome inscrito entre os dos protetores de vários estabelecimentos de caridade da antiga província.
Em princípios de 1893 o Governo Português tendo em atenção os méritos desse nosso patrício concedeu-lhe o título de Barão de Camocim.
Dois dias antes da proclamação da República o Governo Imperial nomeara-o 5º vice-presidente da Província.
É atualmente o presidente da Associação Comercial do Ceará, devendo-se principalmente a seus esforços a construção do Palacete Guarani, donde ela funciona e que foi inaugurado a 20 de dezembro de 1908.
Encontram-se o retrato e a biografia do Barão de Camocim n'A Folha do Comércio, de Lisboa, n.º 22 de julho de 1893, e no Álbum dos Contemporâneos Ilustres, Redação e Administração em Lisboa 58 Rua Alexandre Herculano, 1893.
Publicou:
Relatório da Associação Comercial do Ceará apresentado pela respectiva diretoria na sessão de Assembleia Geral, realizada no dia 30 de outubro de 1906, para a eleição de nova diretoria. Fortaleza Tip. Minerva, de Assis Bezerra, 1906.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 337-338.

Francisco Leite Barbosa


Francisco Leite Barbosa (Mons.)—Filho de José Batista Leite e Dª Maria Angélica Barbosa Leite, nascida a 16 de Janeiro de 1816 e falecida em Fortaleza a 24 de março de 1906, nasceu no lugar denominado Barreiros, termo da cidade do Aracati, a 13 de dezembro de 1847.
Foram seus avós paternos João Batista Leite e Dª Maria de Holanda Leite e maternos Francisco Xavier Barbosa, um dos irmãos do Capitão-mor Joaquim José Barbosa, e Dª Florencia de Oliveira Barbosa.
É um cearense que se tornou digno de gratidão dos patrícios no Pará e no Amazonas pois devido a recomendações suas ao Bispo D. Antônio Macedo Costa se ordenaram muitos moços cearenses.
Foi para o Pará com destino a França em 1865, mas recolheu-se ao Seminário dali por conselho do citado Bispo D. Antônio Macedo Costa e nele fez os seus estudos de preparatórios e em seguida o curso de teologia moral e dogmática.
Ordenou-se a 13 de fevereiro 1876, sendo a 10 de março nomeado professor do Seminário, cargo que exerceu até 1878.
Por carta da Princesa Isabel foi nomeado a 20 de setembro do dito ano de 1876 Beneficiado do Cabido da Catedral do Pará.
Em 1878 acompanhou o Bispo D. Antônio de Macedo Costa em uma visita pastoral ao Rio Purús, onde ficou como vigário de Labrea, criada e canonicamente constituída sob a invocação de N. S. de Nazareth, por nomeação de 7 de setembro.
Em 1892 foi nomeado Cônego Honorário da Catedral do Pará por portaria de 23 de abril do Bispo D. Jerônimo Thomé da Silva.
A 24 de dezembro de 1895 foi nomeado Cônego assistente ao sólio episcopal do Amazonas por portaria de D. José Lourenço da Costa Aguiar e nomeado Monsenhor em 1896 pelo Santo Padre Leão XIII.
Publicou em Agosto de 1903 um folheto sob o título Matriz da Labrea, balancete da Receita e Despesa relativamente aos trabalhos da Igreja de N. S. de Nazareth, iniciados sob sua direção a 11 de agosto de 1902, um outro sob o título Balancete da receita e despesa com as obras da nova Matriz de N. S. de Nazareth da Labrea 1903-1904, Empresa Tipográfica, 27 Rua Major Facundo, Fortaleza e um 3º sob o título Relatório apresentado ao Exmo. e Revmo. Sr. Bispo do Amazonas D. Frederico Costa em 1908, Fortaleza, Typ. Minerva.
José Bonifácio de Salasar, que é bisavô de Monsenhor Leite e igualmente do Barão de Camocim, era natural da freguesia de Russas, e filho de Luiz José de Mendonça, português, e de Dª Joanna Francisca de Luna, da Paraíba; casou a 30 de maio de 1775 com Dª Luzia Michaela de Mendonça, natural de Russas, e filha de Ignacio da Silveira Bezerra, natural de Paraíba e de Dª Izabel Maria de Lima, natural de Russas.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 303-304.

Emília Freitas


Emília Freitas (Dª)—Filha do Tenente-coronel Antônio José de Freitas e de Dª Maria de Jesus Freitas, nasceu em Aracati a 15 de Janeiro de 1855, e em uma aula pública dessa cidade recebeu a instrução primária. Com a morte do pai em 1869 na vila, à época cidade da União, hoje Jaguaruana, retirou-se para Fortaleza entregando-se então ao estudo das línguas inglesa e francesa e da geografia. Em 1885 frequentou a Escola Normal de Fortaleza.
Desde dezembro de 1892 Emília Freitas, acompanhando um irmão, Alfredo Freitas, transferiu a residência para Manaus, capital do florescente Estado do Amazonas e aí exerceu o cargo de professora do Instituto Benjamin Constant, estabelecimento que funciona às expensas do governo estadual e que é destinado à instrução primária e secundária de meninos, até 1900, quando voltou ao Ceará acompanhando seu marido, o jornalista Arthunio Vieira, que foi redator do Jornal de Fortaleza. Voltando de novo a Manaus, aí faleceu a 18 de agosto de 1908.
Colaborou a contar de 1873 em vários jornais da antiga província, como o Libertador, Cearense, O Lyrio, A Brisa, sendo os dois últimos exclusivamente literários, e no Amazonas Commercial e Revelação, do Pará.
Muitas de suas poesias esparsas pelas colunas dos citados jornais, e outras foram por ela colecionadas num volume, a que deu o titulo Canções do lar, Fortaleza, Typ. Universal, Rua Formosa 38, Cunha, Ferro & Cª, 1891, 310 pp., com uma introdução sob o título Aos censores.
Em 1899 publicou A Rainha do Ignoto (romance psicológico), in 8º de 456 pp., saído da mesma typografia. É de sua pena também o romance O Renegado.
Dª Emilia Freitas era bisneta de Damião Pereira de Oliveira, que foi casado com Dª Maria Magdalena Ferreira de Mello, filha de Antônio Ferreira de Mello, de Goyanna, e de Dª Isabel da Rocha Maciel, e neta paterna de Raphael Ferreira de Mello e de Dª Maria Maciel e materna de Manoel Duarte da Cruz e de Dª Isabel da Rocha Maciel, portugueses.
Damião Pereira foi irmão de Cláudio Pereira de Oliveira (bisavô de Mons. Bruno de Figueredo), de Vicente Pereira de Oliveira (bisavô do Mons. Liberato Dyonisio da Costa), de Jacintho Marques de Oliveira (bisavô do negociante Joaquim Felício de Oliveira Lima), de Manoel Marques de Oliveira (bisavô do Cel. Francisco Antônio de Oliveira, de Baturité), de José Francisco de Oliveira (bisavô de Mons. Luiz Gonzaga), e de João Marques de Oliveira (tataravô de Francisco das Chagas, de Pacatuba).

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 242-243.

Eduardo Francisco Nogueira Angelim


Eduardo Francisco Nogueira Angelim — Descendente da antiguíssima família Nogueira, nasceu no Aracati a 6 de Julho de 1814.
Emigrando para o Pará por ocasião da seca de 1825, foi ali figura saliente nos motins de 1835 chegando a ocupar a presidência da Província. Sendo preso, foi deportado para o Rio de Janeiro e daí mandado para Fernando Noronha onde jazeu por anos.
Escreveu Memórias históricas, segundo afirma Gonçalves Dias, seu grande entusiasta, e que o tinha em conta do Garibaldi Brasileiro.
Faleceu no Pará a 20 de julho de 1882, sendo seu cadáver levado para o engenho Madre de Deus e sepultado na respectiva capela junto ao túmulo da esposa.
João Brígido, que o conheceu pessoalmente, descreve-o como ”homem de estatura que dava na craveira cearense, branco com laivos de caboclo, a tez de jambo tostada do sol, a cabeça chata, pescoço grosso e curto, cabelos corridos e negros, os pés pequenos, o peito largo, a musculatura e pose de um gladiador. Falava com timbre agudo e sonoro, inflexões rápidas, mímica nn:i expressiva, os pequenos olhos, cintilando. Movimentava-se, ágil como um gamo. Falava com correção, o vernáculo do Ceará, abundando em imagens e cortesias”.
A Revista do Instituto do Pará, vol. I n. 1º, insere em artigo firmado por Bento Aranha a Ata da reunião em que o povo de Tefé aclamou presidente legal da Província ao Chefe dos Cabanos, Eduardo Angelin (19 de maio de 1836) de acordo com seus partidários de Manaus, Óbidos (Pauxis), Iquipiranga e Santarém (Tapajós),
Tratando desse cearense escreveu um jornal de Belém : “Faleceu ontem nesta cidade Eduardo Francisco Nogueira Angelim, a figura mais notável da revolução de  1835 denominada a cabanagem.
Moço ainda, viera do Ceará, sua província natal, e tinha 23 anos apenas, quando os azares da revolta colocaram-no no posto de Comandante do Corpo de polícia.
Governava a anarquia, sob a sanguinária pressão de Francisco Pedro Vinagre, apossado da administração a 31 de fevereiro de 1835 após o fuzilamento do presidente, também rebelde, Felix Antônio Clemente Malcher.
Com a prisão desse homem terrível a bordo da fragata Conquista”, e o abandono da cidade pelo presidente Marechal Manoel Jorge Rodrigues a 21 de agosto Angelim empunhou o bastão da governança.
O que foi o seu governo não são os contemporâneos que o dirão—é fácil de compreender a energia de um rapaz pouco instruído, cioso de sua autoridade, lutando contra o desenfreamento das paixões dos seus próprios a quem tivera de conter muitas vezes, fazendo-os passar pelas armas.
O que, porém, ninguém contestará é que Eduardo Angelim, dócil a paternal intercessão do prelado D. Romualdo de Souza Coelho, protegeu a um grande número de infelizes condenados ao roubo à morte e à desonra.
Um fato releva não esquecer: Eduardo, ao deixar a cidade a 13 de maio de 1836, quando entrava o General Andréa, entregou a aquele prelado todo o dinheiro que achou nos cofres públicos.
Foi um funcionário honradíssimo. Em um livro inédito que deixou denuncia um outro fato, que não o honrará menos—recusou recursos militares do governo Americano para proclamar a independência do Amazonas.
Preso posteriormente, esteve dez anos na Ilha de Fernando, onde a instâncias de Thephilo Ottoni foi busca-lo a anistia Imperial.
Há muitos anos quebrado de forças, ralado de desgostos, vivia em seu engenho Madre de Deus onde, foi sua última vontade, ordenou que fosse o seu jazigo. Foi o 13º administrador da província e faleceu com 68 anos”.
Sobre Eduardo Angelim leiam-se os Motins Políticos do Dr. Rayol.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 229-231.

Domingos José Pereira Pacheco


Domingos José Pereira Pacheco (Dr.)—Nasceu a 21 de novembro de 1832 e faleceu a 9 de maio de 1887 em Aracati vítima de um carcinoma da face. Era filho de Domingos José Pereira Pacheco. Cirurgião mor da Guarda Nacional do Aracati.
Para receber o diploma de Doutor em Medicina escreveu a monografia:
—Dos aneurismas externos. Definição e divisão. Tese apresentada à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e perante ela sustentada na presença de S. M. o Imperador a 20 de novembro de 1857.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 226.

Domingos José Nogueira Jaguaribe


Domingos José Nogueira Jaguaribe (Visconde de Jaguaribe)—Nasceu na cidade do Aracati a 14 de setembro de 1820, sendo seus genitores o Capitão João Nogueira dos Santos e Dª Joanna Maria da Conceição.
Matriculou-se na Academia de Olinda em 1841, e no seu 2º ano já tomava assento, como suplente de deputado, na Assembléia Provincial do Ceará.
Em 1845 tomou o grau de Bacharel em Direito, sendo nomeado Promotor Público de Sobral, e depois da comarca da Fortaleza, Capital da Província.
No biênio de 1850 a 1851 foi eleito deputado provincial, e na 1ª sessão eleito presidente da Assembléia, redigindo ao mesmo tempo o Pedro II, órgão do partido conservador, em cujas fileiras militou.
Para a legislatura de 1853 a 1856 foi eleito deputado geral, e na 1ª sessão da Câmara eleito 2º secretário. Nessa legislatura distinguiu-se na tribuna, proferindo um discurso sobre a instrução, que mereceu do Visconde de Castilho muitos elogios em carta que foi publicada no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro e transcrita no Pedro II.
Foi eleito ainda na seguinte legislatura de 1857 a 1860 pelo 4º distrito com sede em Baturité e também na de 1861 a 1864 pelo 2º distrito com sede em Sobral.
Na legislatura de 1864 a 1866, já no  domínio liberal, conseguiu no 2º ano ser eleito pelo 1º distrito em substituição ao deputado Dr. Frederico Augusto Pamplona, que falecera.
Subindo os conservadores ao poder em 1867, Jaguaribe, que se achava a esse tempo fora do país, em uma comissão patriótica, no Paraguai, foi eleito deputado geral pelo 1º distrito da sua Província, sendo seu nome incluído em lista sêxtupla senatorial, e escolhido senador do Império no ano seguinte.
Fez parte do glorioso ministério de 7 de março de 1871, presidido pelo Visconde do Rio Branco, com a pasta da guerra, sendo agraciado, após a libertação dos escravos no Brasil, com o título de Visconde de Jaguaribe com grandeza.
Na magistratura, foi Juiz de Direito das comarcas de Inhamuns, do Crato e de Sobral, em que se aposentou para desincompatibilisar-se para a eleição de deputados gerais; mas em 1872 foi reintegrado na magistratura sendo nomeado juiz dos Feitos da Corte, lugar que exerceu até a proclamação da República, quando foi nomeado Desembargador da Relação do Recife, donde pouco depois foi removido para, a da Capital Federal.
Na Capital do Ceará fundou em 1862 o jornal Constituição, órgão do partido conservador, e ocupou o lugar de lente de Retórica do Liceu, no qual se aposentou em 1874. Foi também Diretor do Liceu e Inspetor geral da instrução pública.
De volta de sua visita e despedida aos patrícios e amigos no Ceará, faleceu repentinamente na Capital Federal a 5 de junho de 1890 e sepultou-se no Cemitério de S. Francisco Xavier, com 69 anos de idade.

Publicou:
—Discurso proferido na sessão 1º de março de 1877 a propósito da eleição senatorial do Rio Grande do Norte.
—Discurso pronunciado no Senado na sessão de 15 de junho de 1880 sobre limites entre as províncias do Ceará e do Piauí, impresso na Typ. Nacional, Rio de Janeiro, 1880, in 8º peq., de 78 pp.
—Discurso pronunciado no Senado na sessão de 23 de agosto de 1880 sobre o Orçamento do ministério do Império, Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1880, i n 8º de 96 pp.
—Exposição que faz o Senador Domingos José Nogueira Jaguaribe, Presidente da Comissão Central Cearense, acerca da Subscrição promovida nesta Corte e Províncias vizinhas em favor dos infelizes flagelados pela seca do Ceará. À essa exposição vem juntos como apêndice Artigos escritos pelo Dr. Liberato de Castro Carreira sobre a Seca do Ceará e publicados no Jornal do Commercio (1877-78).
--- Brasil antigo Atlantide e Antiguidades Americanas, 1910, Casa Garraux, S. Paulo.
--- Discursos lidos pelo Dr. Domingos Jaguaribe, Presidente do 2º Congresso de Geografia, por ocasião da abertura e do encerramento do mesmo, 1910, Casa Garraux, S. Paulo.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 219-221.

Domingos Carlos de Sabóia


Domingos Carlos de Sabóia (Pe.) — Neto do Dr. José Baltasar Augerio e filho do cirurgião licenciado Luiz Carlos de Sabóia, que faleceu a 1 de julho de 1823, e de sua mulher Dª Ignacia Maria de Sabóia, nasceu em Aracati a 2 de junho de 1804, e aí estudou as primeiras letras e fez o curso de latim com o Pe. Gonçalo Mororó.
Imbuído nas ideias de liberdade, tomou parte na grande reunião popular celebrada a 17 de julho de 1821 no Paço da Câmara Municipal para o juramento de adesão à Constituição, que fosse promulgada nas Cortes de Lisboa.
Encaminhando-se sua vocação para o sacerdócio, partiu para Pernambuco em cujo Seminário ordenou-se aos 22 anos tendo para isso obtido despensa de idade, e de volta ao Ceará foi nomeado coadjutor do vigário de Aquirás com residência em Cascavel.
Instalada a vila de Cascavel a 17 de outubro de 1833, a Câmara Municipal nomeou-o para o cargo de Promotor Público.
Nomeado Vigário colado da freguesia de Cascavel por ato de 11 de abril de 1834 do Conselho do Governo da Província e confirmada a nomeação pelo Bispo D. João da Purificação Marques Perdigão, começou a exercer suas funções a 7 de outubro do dito ano.
Foi deputado provincial nos biênios de 1838 a 1841, 1846 a 1847 e deputado geral na Legislatura de 1848 a 1851.
Faleceu em Cascavel a 24 de junho de 1862.

Fonte: DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JOÃO . Dr. Guilherme Studart (Barão de Studart) p. 216-217.